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Se você é daqueles que replica tudo que recebe ou simplesmente está preocupado com a veracidade das mensagens que lê todos os dias, este post vai te ajudar a entender como detectar uma notícia falsa e porquê esse fenômeno está acontecendo com tanta frequência nas redes sociais.

O professor de linguagem de programação, Ronaldo Prass, relatou em um dos seus posts no G1 que postou uma notícia falsa sobre maus tratos de animais usando a própria foto (mais jovem) e uma imagem de um cão acidentado. Com o post ele queria provar que uma notícia qualquer poderia ser espalhada rapidamente e tomar proporções gigantescas, independente da sua veracidade. De fato, a notícia foi compartilhada rapidamente e comentada com tons de xingamentos e ameaças ao personagem fictício. Ronaldo retirou o post do ar e postou outro explicando o motivo da postagem e mostrando aos seguidores o perigo de se postar notícias desse tipo.

Um eleitor da Carolina do Norte ouviu nas redes sociais que um grupo de pedófilos, supostamente liderados por Hillary Clinton, estaria aprisionando crianças na pizzaria Pizza Gate, na cidade de Washington, USA. Ele se dirigiu para o local, abriu fogo no interior da lanchonete acreditando estar salvando as crianças prisioneiras. Por sorte, ninguém foi morto neste incidente.

O universitário americano Cameron Harris, 23 anos, de Maryland, ganhou por volta de 5 mil dólares disseminando notícias falsas a favor de Donald Trump durante a sua campanha eleitoral, sem se importar com o fato de aquelas notícias serem ou não verdade. (Clique aqui e veja como ele desenvolveu toda a notícia falsa).

No Guarujá, em maio de 2014, um internauta plantou notícia falsa a respeito de uma senhora que sequestrava crianças para usar em rituais de magia negra, postando um retrato falado falso. No litoral paulista a dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi confundida com a suposta sequestradora e linchada por moradores, vindo a falecer dias depois no hospital.

Cuidado! com um pouco de criatividade pessoas mau intencionadas podem produzir uma notícias falsas e provocarem tragédias, inconvenientes, crimes e problemas de toda ordem

Desde que a sociedade existe a fofoca, boato ou implantação de falsas notícias também existe. As causas desse tipo de atitude sempre foram tidas como inocentes ou sem maiores consequências, visto que o alcance da informação era geograficamente ou tecnologicamente limitado. Diferente de décadas ou séculos atrás, hoje as ferramentas disponíveis para disseminar conteúdos são muito poderosas e tudo que se posta na web – particularmente, redes sociais – podem tomar uma proporção gigantesca.

 

Este fenômeno vem preocupando especialistas ao redor do mundo e eles acreditam que os motivos de se plantar uma fofoca (ou notícia falsa) podem ser desde um comportamento inocente até uma maldade com consciência do resultado, mas todos trazem consequências desastrosas. Alguns fatos podem ser listados como motivos:

SATISFAÇÃO PESSOAL

Todos os seres humanos gostam de fazer parte de grupos e compartilhar suas ideias. Geralmente essas pessoas se unem em grupos de iguais, com ideias semelhantes e dotadas das mesmas atitudes. Ao encontrar notícias falsas nas redes sociais essas pessoas acreditam estar se juntando a um grupo com pensamentos semelhantes aos seus e acabam compartilhando essas notícias falsas, acreditando se tratar de conteúdo verdadeiro.

INCONSEQUÊNCIA TECNOLÓGICA

É possível que muitos indivíduos usem as redes sociais ainda replicando seu comportamento da vida real, onde pequenas fofocas podem não acarretar em grandes estragos. No entanto, na web esse comportamento toma uma dimensão exponencial e pode causar danos irreversíveis à vida daqueles envolvidos na falsa notícia.

VINGANÇA

Muitos se sentem felizes quando encontram notícias atacando pessoas das quais eles não gostam. Como essa notícia foi gerada por outra pessoa, pode-se acreditar que não existe responsabilidade no seu compartilhamento e, com isso, passa-se à frente a informação sem se preocupar se o fato é verídico ou não.

FALTA DE SENSO CRÍTICO

O pouco discernimento para filtrar as notícias também é um fator determinante para acreditar em inverdades e compartilhá-las. O leitor precisa desconfiar de notícias que não venham de sites confiáveis. Mesmo que o conteúdo venha de um amigo conhecido é bem possível que ele não tenha se preocupado com a origem e a veracidade do conteúdo. Então, desconfie sempre e busque sempre outra fonte para confirmar a notícia ou o conteúdo.

 

O professor e jornalista da USP, Eugênio Bucci, comenta que a notícia falsa é facilmente perceptível porque ela se traveste de um vocabulário alarmante e sempre acompanhado de um pedido enfático de compartilhamento. Assim sendo, não é difícil encontrar indícios da veracidade do conteúdo, tendo, ela própria, elementos que ajudem a detectá-la. Esse fato faz da pessoa que compartilha qualquer notícia – inclusive a falsa – coresponsável pelas consequências desse compartilhamento. 

No Fantástico de 29 de janeiro de 2017 uma reportagem sobre o tema mostrava profissionais que processaram internautas que compartilharam notícias falsas sem verificar a origem e que acabaram por denegrir as suas imagens. Esses internautas estavam sendo processados por calúnia e difamação e tendo que pagar indenizações de até 10 mil reais.

 

 

 

A maioria dos casos de notícias falsas acontece para gerar tráfego para algum site, perfil ou blog. Essas pessoas usam técnicas de disseminação rápida, utilizando perfis falsos com o intuito de gerar cliques ou visitação para lucrar com propagandas. Quando o motivo da notícia é alguém importante esse objetivo é alcançado mais rapidamente. O médico Drauzio Varella foi vítima desse tipo de boato quando uma blogueira colocou em dúvida informações sobre o teste de câncer de mama, usando o seu nome como referência para o conteúdo. O médico desmentiu a postagem e teve que contradizer todos os fatos aproveitando reportagem do Fantástico.

Desde o início da civilização existem calúnias sobre pessoas, instituições, políticos, partidos e religiões. Já naquela época buscava-se sempre uma referência para se certificar da veracidade dos fatos. No âmbito pessoal é normal buscar aquelas pessoas que são referências e nas quais se confia – as chamadas redes de relacionamentos. Porém, nas redes sociais virtuais, as informações trafegam muito mais como fonte de entretenimento do que de informação propriamente dita, fazendo com que as fontes confiáveis continuem sendo o jornalismo, cuja atuação é fonte de exercício do movimento democrático e alimenta os ouvintes para a prática político-social. Os meios de comunicação atuam de forma independente e ainda são os únicos meios profissionais confiáveis para dar veracidade a uma grande notícia.

O pai da internet, o britânico Tim Berners-Lee, afirma que é preciso pressionar mídias sociais e portais para combater a desinformação na web. O Facebook, por exemplo, não produz notícias e ganha dinheiro apenas com conteúdo de terceiros, mas já implementa ferramentas de denúncias falsas. O Google Adsense promete tirar do ar sites que operam com notícias falsas. E muitos outros canais de mídias já debatem abertamente a importância de se estabelecer limites para minimizar os efeitos dos falsos conteúdos. 

DICAS PARA SE PREVENIR CONTRA FALSAS NOTÍCIAS: 

VERIFIQUE A FONTE 

Toda notícia precisa ser confirmada. Quem possui comprometimento na confirmação dos fatos são repórteres e profissionais de comunicação já que possuem uma reputação a zelar. No mínimo, você pode perguntar a amigos se ouviu falar da notícia

VEJA O FURO

Dificilmente um blogueiro ou pessoa comum será capaz de dar um furo de reportagem. Os repórteres são pessoas que passam o dia correndo atrás da notícia e sabem onde e como encontrá-las. Além disso, se uma pessoa tem uma notícia importante para divulgar vai ligar para os meios de comunicação na busca de maior audiência. Sendo assim, se os grandes jornais não faz referência à essa notícia, desconfie;

VEJA O INTERESSE POR TRÁS DA NOTÍCIA

Se o conteúdo se refere a um partido que está em evidência, um artista no auge da carreira, uma igreja, uma doença muito comentada, o lucro fácil ou uma marca, tome cuidado. São exatamente esses temas que dão audiência e são os assuntos mais procurados para se fabricar uma notícia mentirosa.

EXISTE MOTIVAÇÃO SENTIMENTAL 

A pessoa pode postar uma notícia ou conteúdo imbuído de um sentimento momentâneo. Alguém de perdeu um parente assassinado está mais propenso a falar mal das autoridades policiais. A pessoa que está se separando pode usar as mídias sociais para atacar o seu ex namorado ou marido. Alguém que gosta fervorosamente de determinado partido pode disseminar notícias falsas sobre o partido adversário.

DISSEMINAR POR PRECAUÇÃO

As vezes a notícia é falsa, mas não é ruim. Por vezes recebemos aquela mensagem avisando sobre um novo golpe na praça e o primeiro pensamento é avisar àquelas pessoas que amamos. No entanto, mesmo que esse conteúdo não vá causar um mal maior ele pode ajudar a passar a sensação de insegurança ou de um ambiente de violência inexistente. Pense bem antes de passar a notícia adiante.

VEJA EM SITES ESPECIALIZADOS EM NOTÍCIAS FALSAS

Existem sites que caçam conteúdos falsos, desvendando passo a passo todos os itens da informação. Os mais conhecidos são o E-farsa, boatos.org,  Fatos&boatos (site do governo mostrando boatos na política) e Verdades e Boatos (site da Coca-cola para esclarecer boatos sobre a empresa).

NA DÚVIDA, NÃO COMPARTILHE

Se você não quer verificar a veracidade da notícia, não passe a mensagem pra frente. Se a notícia for verdadeira as outras pessoas saberão pela grande mídia, inclusive você. Além disso, você preserva a sua tranquilidade.

Use a sua internet com sabedoria e de forma traga benefícios para você e para a sua rede de relacionamentos.

Um forte abraço de todos que fazem a Atel Telecom.

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